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Quinta-Feira, 07 de Dezembro de 2017 - Hora:09:49

Astrônomos observam buraco negro pela 1ª vez, o mais distante da Terra até agora

ientistas estimam que novo buraco negro foi criado quando universo tinha apenas 690 milhões de anos. Descrição está na 'Nature'

 

Um buraco negro de aproximadamente 690 milhões de anos foi observado pela primeira vez por um time de astrônomos de várias instituições do mundo. Trata-se do buraco negro mais distante da Terra observado até agora e, provavelmente, o mais antigo. A estrutura é considerada uma "criança" perto da idade do universo (de 13,82 bilhões de anos). O feito foi publicado na edição desta quarta-feira (6) da revista "Nature".

 

O buraco é considerado supermassivo com massa 800 milhões de vezes mais densa que o Sol e está localizado dentro de um quasar, os objetos mais brilhantes do universo. Cientistas estimam que ele é de uma época cósmica conhecida como 'Época da Reionização' -- quando a maior parte do universo estava coberta por hidrogênio neutro mas, com a chegada das primeiras estrelas, passou a ser "ionizado".

 

Nesse processo, as estrelas emitem radiação suficiente para que elétrons do núcleo do hidrogênio "se solte". Assim, o hidrogênio se ioniza. Os astrônomos estimam que esse buraco negro tenha surgido numa fase de transição em que o universo estava metade neutro e metade ionizado.

 

Antes da descoberta, o buraco negro mais antigo teria surgido aproximadamente 800 milhões de anos após o Big Bang, considerado o marco da criação do universo, com idade estimada de 13,82 bilhões de anos.

 

Como surgiram no começo da formação do cosmo como ele é hoje, os buracos negros são usados para estudar as formações iniciais do universo.

 

O que é um buraco negro

É uma região do espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz escapa -- o que deixa esses buracos "invisíveis" ou "negros"
Os astrônomos conseguem observar esses buracos invisíveis de forma indireta: como a gravidade é muito grande, eles observam o comportamento das estrelas ao redor da estrutura
O buraco negro pode intensificar a luz e retirar gases do interior das estrelas. Esses gases formam um disco de gás ao redor do buraco
Submetidos a altas temperaturas, esses gases liberam raio-x. É por meio da medição desses raios que os astrônomos conseguem chegar aos buracos negros

 

Como foi feita a descoberta

 Primeiramente, o buraco negro foi descoberto por Eduardo Bañados, do Carnegie Science. O observatório está situado na Califórnia e é operado por um consórcio entre as Universidade do Arizona, o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), a Universidade de Harvard e a Universidade de Michigan, todas nos Estados Unidos.

 

Depois, Banãdos juntou um time de cientistas para que o achado fosse analisado em detalhes.

 

O pesquisador utilizou um instrumento conhecido como FIRE, ferramenta que classifica objetos por meio dos raios emitidos (ver quadro "O que é um buraco negro"). A técnica é baseada na premissa de que a luz de elementos mais distantes no universo tendem ao vermelho.

 

Na física, o fenômeno é conhecido como "redshift" (desvio para o vermelho). Quanto mais desviado para o vermelho, mais distante um objeto está de seu receptor.

 

Com o FIRE, Bañados estimou que o buraco negro tinha um "redshift" de 7,5, o que fez com que os cientistas conseguissem estimar sua idade e sua massa -- 800 milhões de vezes superiores a do Sol. Antes, o buraco negro mais distante observado apresentava um desvio para o vermelho de 7,09.

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