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Quarta-Feira, 07 de Outubro de 2015 - Hora:19:13

Empresa no vermelho. “E agora, José?”

Por Bruno Caetano diretor superintendente do Sebrae-SP

Sua empresa está no vermelho. “E agora, José?”, diria o poeta. Tomando a liberdade de parafrasear Carlos Drummond de Andrade, a festa (do consumo) acabou, o desemprego aumentou, o povo (cliente) sumiu, a economia esfriou. “E agora, José?” Como o mundo dos negócios é muito mais duro do que qualquer poema e a rima que você mais escuta ultimamente junta recessão com preocupação, a hora é de buscar soluções para tirar suas finanças do atoleiro. Em época de crise, qualquer luz no fim do túnel é válida para remover a pedra do meio do caminho.

 

Não existe receita pronta que resolva todos os problemas. Cada empreendimento tem suas particularidades e só uma boa análise pode detectar a melhor saída. No entanto, sugiro algumas ações capazes de ajudar.

 

A primeira providência é ter organização. A velha recomendação de separar as contas da empresa das pessoais é a base de tudo. Se o dinheiro sai da caixa registradora direto para pagar as compras do supermercado da família, acenda o sinal vermelho. Empresário tem pró-labore, ou seja, uma espécie de salário fixo e não pode avançar nas receitas do negócio ao seu bel prazer. Cada vez que você usa recursos da empresa para arcar com contas particulares ou assina um cheque pessoal para quitar compromisso com fornecedores, alimenta uma confusão que impede saber a real situação do negócio. Sem falar que se negociar com o banco como pessoa física e não como jurídica as taxas serão maiores.

 

Mantenha tudo sob controle. Faça planilhas com os números do negócio. Liste fluxo de caixa, receitas, despesas, estoques, etc. Assim é possível prever custos e gastos e saber como serão os meses seguintes.

 

Faça um levantamento de todas as obrigações, agrupe-as conforme a natureza de cada uma (bancárias, trabalhistas, tributárias, entre outras). Veja quais têm prioridade para evitar a paralisação das atividades e quais podem ser renegociadas ou trocadas por outras mais baratas. Some os valores a serem quitados mensalmente para saber se a entrada de capital faz frente à saída. Se faltar dinheiro, converse com os credores para ajustar os pagamentos a sua capacidade.

 

Acabe com desperdícios. Descubra se há equipamentos mal utilizados, pacotes de serviços inadequados contratados e ajuste-os. Adote uma política de economia de energia, telefone, água, materiais.

 

Repense o local onde a empresa está. Mudar para um com aluguel mais baixo pode ser interessante, ou, se for o caso, partir para espaços compartilhados, o chamado co-working. 

 

Essas são algumas ideias. O assunto não se encerra aqui. Mas pelo menos você tem um norte e saberá como tirar as pedras do meio do caminho.

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