Jundiaí - Segunda-Feira, 09 de Outubro de 2017 - Hora:11:10

Jundiaí atinge 92% de cura com tratamento de Hepatite C

 

O Ambulatório de Moléstias Infecciosas (AMI) de Jundiaí apresentou os resultados conseguidos com o tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com Hepatite C no Congresso Brasileiro de Infectologia, realizado em setembro, no Rio de Janeiro. A terapia, de alto custo fornecida pelo Ministério da Saúde para doentes que se encaixam no parâmetro estabelecido, resultou na cura de 92% dos 153 doentes tratados na cidade. Com a flexibilização dos parâmetros para o tratamento público pelo governo federal, a expectativa é ampliar para mais pessoas a possibilidade de cura.

 

De acordo com a médica infectologista coordenadora do Programa Municipal de Aids e Hepatites Virais, Flávia Moraes Gennari Pinheiro, o resultado conseguido em Jundiaí se equipara a oferta de grandes centros de tratamento.  “Os índices propagados na Europa é de 96% de cura. Conseguimos 92%, num sistema público com atendimento para a microrregião de Jundiaí. É um resultado a ser comemorado”, comenta a médica.

 

Os resultados apresentados no Congresso são referentes até fevereiro deste ano, porém, até agora 256 pessoas estavam ou estão submetidas ao tratamento medicamentoso, que é feito três drogas diferentes, em comprimidos, ingeridas diariamente por até seis meses. Os resultados só são medidos após três meses de finalizado o tratamento. “A resposta é muito boa e há poucos efeitos colaterais. Jundiaí recebe, em média dois novos pacientes para tratamento”, detalha.

 

Contaminação
A Hepatite C é uma doença contraída pelo contato com o sangue contaminado. Por apresentar sintomas apenas em estágio avançado, a infectologista ressalta a importância da busca pelos exames gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou no próprio ambulatório (Rua Conde Montesanto, 480, Vianelo).

 

“Antes de 1993 não existia a testagem para a doença nas doações de sangue, por isso há risco para quem precisou de transfusões antes daquele período. O uso de drogas injetáveis e até alicates de cutícula podem transmitir a doença. Em setembro, Ministério da Saúde flexibilizou o protocolo para o tratamento e as pessoas  com fibrose no fígado em nível 2 podem receber a medicação gratuitamente, desde que se atendam às demais exigências”, detalha.

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