Terça-Feira, 07 de Novembro de 2017 - Hora:09:01

Por que guardamos tantas coisas?

 

Tralhas, tranqueiras, entulho mesmo. Isso é o resultado de boa parte do que vamos juntando ao longo dos anos. Pode ser uma coisa que tinha valor sentimental, mas deixou de ter significado e você nem se lembra mais que existe, porque ficou perdida no fundo de uma gaveta. E o que falar de roupas que nunca mais foram usadas – não cabem, estão largas ou você não se vê mais dentro daquela “moldura”? Não se preocupe, porque não se trata de um comportamento compulsivo de acumulação. No entanto, fica a pergunta: afinal, por que a gente conjuga tanto o verbo guardar? Selecionei alguns motivos que servem de reflexão.

 

  1) Pode ser útil em algum momento: só que o tempo passa, a garantia expira e você acaba com uma bugiganga que nem funciona e só ocupa espaço.

 

2)    2) Está barato e vale estocar: se não for algo de consumo rápido, não faça a compra. Vivemos numa sociedade de produção em série, com enorme competitividade no varejo, e a chance de o barato continuar assim é grande.

 

3)    3) Tem valor afetivo: seja bem honesto (a) consigo mesmo (a). Será que objetos guardados numa caixa ou no alto do armário estão realmente desempenhando esse papel? Seu filho já passou dos 30 e você ainda tem todas as pastas de desenhos dele, desde o maternal? Que tal selecionar alguns – pode até convidá-lo para esta empreitada – e descartar o resto?

 

4)    4) É parte da minha história pessoal: perfeitamente compreensível, mas então não seria mais interessante reunir esses documentos e fotos, escaneá-los e transformar esse material tão rico num slideshow para compartilhar com amigos e a família?

 

5)    5) Respeito e homenagem aos que já se foram: embora no auge do luto tenhamos enorme necessidade de estar rodeados por essas lembranças, a conexão afetiva com entes que não estão mais entre nós está encerrada em nossos sentimentos e não em objetos.

 

Agora vamos ao caminho inverso, ou seja, o do desapego. O processo não precisa ser radical, nem deve causar dor, mas tenha em mente que, se quer mesmo manter um objeto, deve dar um uso a ele. Comece pelo guarda-roupa e selecione as peças que não usa há mais de um ano: não haverá alguém na família que se interessaria? Há itens que poderiam ir para um brechó ou ser vendidos pela internet? Passe em revista brinquedos dos filhos e netos já sem uso, coleções que fazia quando era criança ou adolescente, livros que não serão mais manuseados, bibelôs que foram da sua mãe e não têm nada a ver com sua decoração... Além da casa ganhar espaço, ficará mais fácil de limpar. Em relação às suas memórias, será uma boa ocasião para celebrá-las e ter a certeza de que sempre pertencerão a você – isso traz uma apaziguadora sensação de leveza.

 

 

Fonte: G1 por Mariza Tavares

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