Jundiaí - Sexta-Feira, 01 de Dezembro de 2017 - Hora:08:38

UBSs de Jundiaí têm Grupos da Dor Crônica para melhorar qualidade de vida

 

Conviver com dores, tomando medicamentos e não tendo resultados satisfatórios. Essa é a realidade de quem é diagnosticado com dor crônica. O alívio só é conseguido com atendimento multidisciplinar. A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) oferece o acompanhamento com profissionais de vários  segmentos nos Grupos da Dor Crônica. Desde que os grupos foram iniciados, em maio de 2017, 720 pessoas participam ativamente dos quatro núcleos distribuídos entre as regionais de saúde.

 

Os resultados são destaque entre os usuários. Heleno Gomes da Fonte, 86 anos, não tem nenhuma doença que comprometa as articulações ou os ossos, contudo, sofria com dores em todos os membros. “Com a idade a gente perde a flexibilidade e as juntas ficam duras. Há o desgaste ocasionado pelos anos vividos. Para melhorar a dor, tinha de tomar muitos remédios. Depois de começar a participar do grupo, as dores diminuíram e percebo melhor equilíbrio e postura”, comenta o aposentado, nascido em Portugal, mas que vive em Jundiaí há mais de 40 anos.

 

A situação de Paulo Rodrigues da Costa, 73 anos, é diferente. Convivendo com Parkinson há mais de 20 anos, começou a tratar a patologia há 10 anos. “Essa doença acomete os nervos e eu sinto dores terríveis. Com as atividades do grupo, que além de ter a parte de fisioterapia tem nutricionista e outros profissionais, me sinto melhor. O trabalho é desenvolvido de forma individual. Por isso os resultados são tão bons”, elogia.

 

De acordo com a fisioterapeuta e integrante do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) da Regional IV, Cristina Aparecida Padoim, que atende o grupo da UBS Anhangabaú, os ganhos a partir da participação nos grupos contra dor crônica são expressivos. “O trabalho é desenvolvido focado nas necessidades de cada indivíduo, de forma a promover a qualidade de vida, com base em atendimento multidisciplinar. O grupo terapêutico envolve não somente a parte de fisioterapia, como a educação em saúde”, detalha.

 

Como participar
O trabalho é ofertado para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), conforme encaminhamento médico. Segundo o gestor interino da UGPS, Tiago Texera, o ingresso ao grupo é feito a partir de encaminhamento médico. “Existe uma demanda de pacientes em filas por ortopedistas ou reumatologistas que não necessitam desse tipo de atendimento, por ser uma situação crônica já diagnosticada, que demandam a mudança de hábitos e postura. O grupo de dor crônica é multidisciplinar e engloba educação em saúde e cuidado terapêutico. O acesso se dá pelo encaminhamento feito pelo médico, que, a partir de protocolos orienta o trabalho a ser realizado”, explica. O gestor lembra que há vagas para participação da população. Além da parte de fisioterapia, que melhora a postura, ergonomia, alongamento -, a fitoterapia auriculoterapia, meditação e lian gong.

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